Feriado forçado pelo dilúvio, a gente fica até meio sem saber o que fazer. A filha dorme, se recuperando das emoções de três horas ilhada na escola ontem (graças a Deus com a mãe...). E aí? Acompanho as notícias? Durmo também eu? Assisto mesmo ao Orgulho e Preconceito versão BBC? Atualizo os telefonemas? Continuo a leitura de Wives and Daughters, de Elizabeth Gaskell, autora inglesa do século retrasado que descobri nesse post do Jane Austen em Português?*
Já sei, já sei: blogo.
Por falar em Jane Austen (se for falar da Portela etc.), me veio à cabeça a fala do Mr. Bennet (ATENÇÃO, SE VC NÃO CONHECE AINDA A TRAMA DE ORGULHO E PRECONCEITO, NÃO CONTINUE A LER!)** após ter duas de suas cinco filhas pedidas em casamento no mesmo dia: "Se algum jovem vier buscar Mary ou Kitty, pode entrar, estou à toa."***
Eu à toa, Jane Austen na cabeça por conta da releitura de Persuasion, e atravessando aquele período de síndrome pós-livro, que ocorre com maior intensidade quando o livro foi bom (e chega a desnortear um pouco a pessoa quando é um Jane Austen, mesmo relido, ou um Harry Potter, ou Wings), lembrei de indicar, pra quem não tem o DVD com extras, este final alternativo da versão 2005 de Orgulho e Preconceito, para o mercado americano, com beijo no final. O britânico acabava na tal fala do Mr. Bennet, vivido por Donald Sutherland****. Por uma vez, prefiro a versão americana à britânica. É uma vez só, seguidores anglófilos, não precisam cancelar a assinatura...
*infelizmente, acho que sem livros em português :(
** desculpem a gritaria, mas os estatutos do M.A.T.E. me obrigam a fazer tais avisos.
*** AUSTEN, Jane. Pride and prejudice. Londres: Penguin, 2003. Cap. 59, p. 357. Tradução (ai ai ai) nossa.
****Fiquei na dúvida se o Donald Sutherland já tinha subido (não, ainda tá na área) e descobri o site Dead or Alive.
Desde ontem, Rio, Niterói e adjacências vivem um caos bem maior que o habitual, por conta de praticamente 16 horas de chuva seguidas. Pra sintetizar a ópera, choveu dois meses em um dia. São as águas de abril etc.
cercanias da casa de duas seguidoras do blog, em Icaraí, agora de manhã
O jeito foi dar a partida em um tuíter familiar, que prossegue aqui. Só que pra capacidade verbal da minha família, precisamos de pelo menos uns 140 mil caracteres...
Desde ontem o celular claudica*, mas eventualmente fala. Clara dorme, após a epopéia de ser resgatada da escola com a mãe às nove da noite. Por sorte conseguimos chegar em casa na santa paz, às onze e meia, antes de piores transbordamentos. Por mais sorte ainda, temos um DVD de Orgulho e Preconceito em casa, para encarar esse dia na toca, já que o expediente foi suspenso e as otoridades pedem pra quem está em casa não sair, e quem está em área de risco, sair.
Devem rolar alguns outros posts ao longo do dia. Tá bom, eu sei que isso aqui não é tuíter. Mas é etc., cebolas!**
*nada a ver com seguidoras de nome Cláudia, a culpa é da etimologia, não minha, já estava assim quando eu cheguei.
** essa expressão, "cebolas", no sentido de "raios" (raios duplos, raios triplos etc.), é comum? Tirei de leituras de infância, Gisela (pronuncia-se Guísela) e o Enigma da Estatueta da Sorte e outros títulos de uma série policial-adolescente da fabulosa biblioteca da Edições de Ouro, cujos resquícios ainda subsistem na casa materna, para as gerações futuras. Tem também na Estante Virtual. Mas, parafraseando o imortal samba de Monarco (vistam pelo menos um blazer pra assistir, cebolas!), se for falar de leituras infanto-juvenis, hoje não vou terminar. Ainda bem que acertei o autor do samba (acho...), ou Pad me detonava em plena Web...